A semana foi movimentada no meio político em Piên. Um projeto de lei encaminhado pelo poder executivo para a câmara de vereadores foi tratado de forma polêmica e não chegou a ser votado em plenário. Segundo o prefeito Gilberto Dranka, faltou coerência e entendimento por parte do legislativo na análise do documento. “Enviamos uma proposta e acabaram discutindo outra”, completou.
O prefeito relata que o projeto enviado para a câmara trata da reorganização do quadro de servidores, com alterações nos cargos e salários. “Estamos alterando pontos de uma lei de 1991, já defasada. Para se ter uma idéia, temos três níveis de função para auxiliar de serviços gerais e queremos eliminar isso, deixando nível único e melhorando a remuneração desse servidor. O projeto prevê um impacto financeiro de 30 mil reais na folha de pagamento, que não é um valor alto e que vai beneficiar justamente os cargos com menor remuneração”, relata Dranka.
Em relação ao contexto geral do projeto, o prefeito admite que há expansão de algumas funções, ou seja, criam-se novas vagas para o serviço público no município, mas não quer dizer que serão todos contratados. “Isso vai acontecer à medida que Piên for crescendo”, informou. O projeto não foi votado porque parte dos vereadores aprovaram um pedido de informações sobre a função de técnico de enfermagem, já que se prevê novas vagas nesta área. “Especificamente isso pode ser tratado num segundo momento, quando será enviado projeto de lei para realização de concurso público, agora, estamos tratando da reorganização funcional. Portanto, os vereadores foram na contra-mão do tema principal”, enfatizou.
Segundo Dranka, a oposição trabalha com a declaração de que a atual administração vai criar mais cargos para empregar mais gente, o que não é verdade. “O que pretendemos é rever os cargos que existem e poder remunerar melhor quem está sendo prejudicado. Os auxiliares de serviços gerais são um exemplo e os vereadores de oposição estão barrando isso”, completou. “Espero que a presidência da casa e os demais legisladores tenham consciência disso”, emendou.